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Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

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20.Out.17

Email do Marcelo para o Gustavo Santos

Sérgio Ambrósio

Num desleixado exclusivo deste blog, tive acesso ao email que o Presidente Marcelo mandou ao Gustavo Santos, na sequência do post que o escritor, life coach e tv host escreveu a dizer que precisava de falar com o Presidente. Partilho convosco a resposta do Marcelo para o Gustavo Santos. Um impreciso exclusivo. Embrulha, CMTV.

 

“Boas, Gustavo Santos. Vi o teu post no facebook sobre mim! Ai o que eu me rio com os teus posts, rapaz. Bom, desculpa só responder agora mas é que estive a ver a floresta ardida e a dar um puxão de orelhas ao António Costa. Gostaste? Bom, não quero saber.

 

É improvável responder a um gajo como tu mas como costumas fazer os posts certos nos lugares certos, eu respondo-te.

 

E é porque acima de tudo e de todas as estupidezes, escolhes ser uma personagem engraçada. E estás no Facebook e no Instagram porque é onde estão todos os vendedores da banha da cobra que, sem despudor, tentam vender ilusões, as suas frases feitas, os seus chavões, o seu camuflado desinteresse pelos outros, mostrando o amor que têm pelo dinheiro, mais do que tudo. Eu sei do que falo porque fui comentador político muitos anos.

 

Adiante. Confesso que também não votava em ti nem para a Presidência da Associação de Pais da Escola Primária da Musgueira. Mas quer dizer, andei eu aqui a gastar o meu parlapié contra a abstenção e vens-me tu armado em guru da ética e da boa moral dizer que nunca na tua existência votaste?

 

Olha, rapaz, eu também não compareço em nenhuma apresentação dos teus livros, não apoio farsolas, não entrego uma centelha que seja da minha influência e do meu prestígio nas mãos de quem nem dono dos seus livros é. Sim, porque os livros não te pertencem. São propriedade da editora. Eu sei como funciona o comércio dos livros porque fiz muita propaganda deles na televisão. Vendi muitos…

 

E agora é diferente porquê? Por que me viste a falar com o Zé Povinho? Ou por que me viste a dar um raspanete ao Costa? Não inventes, mal qual medo? Mas estamos na Venezuela ou quê? Mas qual instauração do amor? Eu não sou nenhum hippie, eu sou político.

 

Cala-te, eu não quero o teu amor em nenhuma cruz ou boletim de voto ou urna. Opá, então tu nunca votaste, lá sabes agora se aquilo é pôr uma cruz no boletim e meter o papel na urna. Não sabes, meu, cala-te.

 

Ai agora queres falar comigo e achas que a vida nos irá pôr frente-a-frente? Está bem está, olha-me este… Opá, eu parece que estou em todo o lado mas acredita que onde tu estiveres eu vou fugir a sete pés. Eu não quero cá confianças com gente que não exerce o seu direito cívico! Mas estamos a brincar às liberdades ou quê?

 

Vá, continua aí a escrever as tuas marinadas de auto-ajuda para os mais distraídos… Queres uma horinha comigo, Gustavo? Mas estás a falar com o Presidente da República ou estás a falar com uma menina do relax dos jornais? Estás aqui estás a pedir sessenta minutos grátis, com direito a abraços, afectos e palmadinhas nas costas, não? Pá, lamento, mas não há happy ending para ti. Votasses… Viva o Sporting Clube de Braga!”.

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