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Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

07.Fev.18

O Meu Jamor

Sérgio Ambrósio

Porto - Sporting Taça de Portugal.png

Hoje é dia de Taça de Portugal. Porto e Sporting defrontam-se na 1.ª mão da meia-final, no Estádio do Dragão. Bem sei que será tarefa árdua para o Porto garantir acesso à final do Jamor. Mas como já lá vivi algumas finais, deixo-vos as minhas impressões do que é sentir o Jamor como adepto do FC Porto.

 

O meu Jamor é azul e branco. O Porto nunca joga sozinho, há um adversário a defrontar, mas os meus olhos daltónicos, por opção, apenas se importam com o azul e branco.

 

O meu Jamor é um estádio à grega, esculpido na paisagem. E como na dramaturgia, tem heróis e vilões mas no fim triunfa sempre o amor ao Porto, mesmo que não ergamos a Taça de Portugal.

 

O meu Jamor é uma emoção. São milhares de pessoas que se abraçam entre si, numa corrente de força, que, por sua vez, abraça cada jogador portista que está no campo.

 

O meu Jamor tem jogadores de fibra, que não têm medo de subir a bancada repleta de adeptos rivais, atirando insultos, garrafas e pedras para impedir os nossos capitães de levantar a Taça. E mesmo assim, eles levantam-na porque merecemos vê-la brilhando no alto da suas mãos.

 

O meu Jamor é um grito de revolta e de coragem dentro do coração do centralismo. É uma invasão de regionalistas e bairristas orgulhosos.

 

O meu Jamor tem cheiro de carnes no churrasco, tem um céu azul e branco condizente com as nossas cores, tem a pronúncia quente das nossas claques nos cânticos em louvor ao Porto. O meu Jamor tem um portismo inquebrável, uma fidelidade eterna, uma lealdade absoluta, um fervor inextinguível no modo de se viver o portismo.

 

O meu Jamor é feito de sonhos: de um azul que se intensifica a sul. O meu Jamor é sempre um chuto de liberdade nessa Lisboa menina e moça, que cada vez mais se tem deixado seduzir pelas gentes que trazem o granito no carácter.

 

Assim que se ergam as cortinas daquele anfiteatro para nós, é certa a presença de onze bravos dragões que tudo farão para espalharem o perfume do seu futebol no relvado. E desse modo, o meu Jamor irá cheirar bem, o meu Jamor irá cheirar a Porto!

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