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Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

22.Out.17

Quero Eleições no Céu

Sérgio Ambrósio

Esqueçam o fim da Geringonça, esqueçam as eleições na Catalunha, esqueçam a queda do Trump. Devíamos era concentrar-nos no dono disto tudo. Eu queria ver Deus sendo um homem normal, daqueles que anda de metro, trabalha, atura crianças e ainda tem que pagar impostos. Que reza a um deus que Lhe faz orelhas moucas. Nós, por cá, ainda vamos tendo eleições de 4 em 4 anos, agora no Céu… Eleições? Está quieto. É vitalício. Mais ninguém pode governar aquilo.

 

Está na hora de encostar Deus à parede. Ou Ele nos ouve e cumpre as nossas preces e as Suas promessas ou então é hora da humanidade tirar Deus do poleiro. 2017 anos depois da maior campanha de marketing político da História, Deus foi eleito para governar os destinos da Terra e a sua governação é o que se vê: uma santa bandalheira.

 

Depois, promete que vem à Terra compor as coisas e nada. O que se vê é inércia. Ele lá no Seu gabinete de nuvem, bem confortável, com os Seus secretários de Estado, a ver aqui a gente a lixar-se feito mexilhão. E o curioso é que Deus não tem greves gerais contra Ele. Mas onde é que está o Sindicato da Humanidade quando a gente precisa dele? É só sindicatos para os polícias, enfermeiros e professores, é? E os humanos, em geral, não têm sindicato porquê?

 

Deus propicia carreiras de escravidão e não há manifestação nas ruas contra Ele. Isto está tudo errado. Isto não devia ser uma guerra santa entre cristãos, muçulmanos e judeus. Todos se deviam unir e ir à manifestação contra Deus, exigindo que ou Ele governa a Terra bem ou tem que se empandeirá-Lo de lá para fora.

 

A questão é a democracia em falta no Céu. É a Deus que devemos pedir responsabilidades. A Ele é que devíamos dizer: “demita-Se, a Sua insensibilidade e inoperância não podem mais ser toleradas!”. Eu, por exemplo, jamais perdoarei a Deus por me fazer ver o Porto passar 4 anos de jejum no futebol. O meu voto não leva mais. A Sua Santidade invisível e omnipresente vai ter de enganar outro.

 

E é isto que chateia: é omnipresente e mesmo assim não faz caso das desgraças. Podia pensar: “olha, está aqui esta floresta a arder, vou deitar a mão a isto.” Não. Está quieto o menino. Não pode pegar numa mangueira. “Olha este indivíduo perdido de bêbado a conduzir, vai sair da rodovia e vai-se enfaixar naquela parede de betão! Se calhar, podia usar os meus poderes e fazê-lo parar ou então transformar aquela parede de betão numa parede de espuma. Ah, não, espera, eu só disse à humanidade que transformava água em vinho, não vou estar agora aqui armado em salvador”. De modo que é isto. Se querem falar de eleições, ao menos, falem das eleições verdadeiramente importantes.

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