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Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

20.Nov.17

Redes Sociais

Sérgio Ambrósio

Uns dizem que mostram o pior da humanidade; outros dizem que mostram uma falsa noção de felicidade e sucesso; para um pedófilo é Natal sempre que faz “iniciar sessão”.

 

Há quem diga que as pessoas se expõem muito nas redes sociais. Não tenho essa ideia. É muita gente a mostrar os seus bens materiais, as suas viagens e fotos do seu corpo, certo. Mas uma coisa eu nunca vi: nem uma só pessoa que tivesse tirado uma foto à sua alma.

 

As redes sociais são uma arma. Elas ditam qual o assunto com que devemos indignar-nos no momento. Eu hoje indignei-me com um gatinho que não fez nada de notável ou engraçado. Como é que alguém se atreve a meter um vídeo no Facebook onde o gato não nos saque, ao menos, três gargalhadas? Inqualificável, meus amigos.

 

O Facebook é a minha rede social favorita. Foi a minha segunda rede social depois do MySpace. O Facebook é bom porque, ao contrário da vida real, se te zangas com alguém não tens de andar à porrada, basta fazer o clique na opção “remover amizade”. É tudo mais simples.

 

O Twitter é curioso porque precisas de ter poder de concisão para te indignares em 140 caracteres. Sim, eu sei que já aumentaram o espaço de texto mas se há algo que não muda é a característica insolúvel de que o Twitter é perfeito para manifestações viscerais.

 

O Instagram é a cena mais fixe que há. Não me admira que a Playboy esteja nas ruas da amargura porque tudo o que é garota sarada anda a mostrar as curvas, em trajes bem arejados, no Instagram. As miúdas já não sonham em ser a capa da Playboy. Elas querem é ser patrocinadas pela Prozis.

 

Uma arma, um entretenimento, uma montra: as redes sociais podem ser isto e algo mais. Qualquer dia não se conta mais os anos pelo prisma antes de Cristo (a.C.) ou depois de Cristo (d.C.), o célebre Anno Domini. A datação da Era Moderna vai ser determinada pelo aparecimento das Redes Sociais (RS). Já estou a imaginar a minha lápide: “Nascido 10 anos a.RS, falecido 100 anos d.RS”. Ou qualquer coisa assim…

 

O meu Facebook, o meu Twitter, o meu Instagram.

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