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Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

18.Jan.18

Ronaldinho Gaúcho

Sérgio Ambrósio

O craque brasileiro terminou oficialmente a carreira. Espalhou magia com o seu brinquedo preferido no pé – a bola – e fez sorrir miúdos e graúdos com a sua arte. Há quem lhe tenha chamado futebolista, eu prefiro categorizá-lo como artista.

 

E foi no relvado que pintou golos, dribles, coxinhas, cabritos, elásticos, assim como mandou para a terapia alguns defesas que saíram humilhados do campo. A imagem de Ronaldinho é um sorriso no rosto, um samba no pé e muita paixão pelo futebol no coração.

 

Ronaldinho era a alegria de qualquer adepto do futebol. Teve o condão de marcar golos ao Real Madrid e de ter os adeptos madrilenos a aplaudirem-no enquanto ele tinha colada ao corpo uma camisola do Barcelona. Ninguém resistia ao seu talento, todos se rendiam ao espectáculo que proporcionava.

 

Expoente máximo do futebol-arte, Ronaldinho Gaúcho já deixa saudades. Num futebol cheio de tácticas e de anti-jogo e de guerrilha, a irreverência do astro brasileiro fazia com que olhássemos para o topo do futebol mundial e ali víssemos um menino traquina a jogar descomplexadamente uma peladinha, passando-nos a sensação de que aqueles gestos eram simultaneamente a coisa mais fácil e mais feliz do mundo.

 

Ronaldinho acabou a carreira com 37 anos. Mas pareceu sempre ter a idade dum moleque sem medo de enfrentar os adultos. Talvez tenha estado aí a magia: os outros jogadores cresceram, mas Ronaldinho quis sempre continuar a ser uma criança jogando a bola. O mundo jamais esquecerá as belezas artísticas que produziu. Oxalá a História da Arte não se esqueça de incluir o nome de Ronaldinho Gaúcho nos seus compêndios. Nada mais justo.

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