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Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

02.Jan.18

Porta dos Fundos

Sérgio Ambrósio
Eu queria que a minha vida fosse como a Porta dos Fundos. Um conjunto de sketches (ou esquetes) engraçados onde as pessoas se riem, passam os créditos e depois ainda há um miminho de bónus. Mas a minha vida é mais um canal de YouTube português manhoso. Daqueles que podia ir parar perfeitamente ao Azeitugal. Mas, pelo menos, viralizava que a minha vida actual nem isso faz. Só viraliza uma constipação, uma gastrite e uns fungos nas encravadas unhas dos pés. Mais nada. Eu queria (...)
19.Dez.17

Tu Não Tens Nome

Sérgio Ambrósio
Acode-me a trepidação da imaginação para me equilibrar. É através da imaginação que eu salvo o mundo. Todo o mal da vida contrai-se de susto pelo músculo do sonho.   A sensualidade de vaguear no impossível. Cada sonho deixa uma espuma na alma. Tornar real o sonho da noite passada é a contínua sina da minha vida.   Mas amo mais o cheiro da tinta da caneta que as letras que desenho. Amo mais o brilho da folha que as palavras que a preenchem. A minha escrita é nada. O estrondo (...)
28.Nov.17

Gangues

Sérgio Ambrósio
O meu sonho sempre foi pertencer a um gangue. Mas ainda não sei onde se fazem as inscrições. “Ah, tens que ir à sede ou ao site de um partido político”, disseram-me. Mas isso é muito vago. E, mais relevante que tudo, eu não gosto de usar fato e gravata.   Indumentária à parte, os gangues, em Portugal, vieram para reinar. É a saída profissional que regista taxa de desemprego zero e, consequentemente, aquela que mais dinheiro dá. José Sócrates liderou um gangue e nunca (...)
25.Out.17

Identidade

Sérgio Ambrósio
O meu amor pelo Porto começou quando decidi parar com as dores da minha mãe, no parto, e vim ver afinal o que era o mundo.   Eu tive uma infância normal. A primeira palavra que eu disse foi «Porto». A primeira frase que eu verbalizei com total sentido foi: até os comemos, carago.   Ao nascer, o meu coração era tão grande que os cardiologistas fizeram-me logo o diagnóstico: sofro de portismo.   Desse modo, o futebol é a minha doença. Ganhar é o meu remédio. A primeira vez (...)