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Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

18.Dez.17

Guardião da Invicta

Sérgio Ambrósio

Antiga, mui nobre, sempre leal e Invicta cidade. Amar o Porto é fácil. Um olhar espontâneo sobre cada traço arquitectónico é suficiente para nos envolvermos no magma de afectos que as superfícies graníticas deixam aqui transparecer.

 

Cada rua, cada edifício, cada jardim, cada monumento, é um fragmento que impele a procurar o fragmento seguinte para obter a continuação de um amor infinito. O Douro é a lágrima que escorre ininterruptamente pela face da cidade. Derrama um puro e intemporal choro de amor pelo Porto.

 

E como é fácil gostar do Porto. Mais difícil é ver nele defeitos e mesmo assim continuar a amá-lo com a mesma intensidade. É fácil sentir prazer no Porto. Mais difícil é virar-lhe as costas na travessia da ponte para Gaia. Perdoa-se a traição, pois quando se está na outra margem do rio, é para o Porto que se olha.

 

Em cada fachada há uma bandeira que o vento não consegue desfraldar. Em cada rua há um sombreado alheio à carência da luz do sol. Em cada monumento há um calor permanente que nem a frialdade da pedra consegue arrefecer. Em cada jardim há um predomínio pictórico, uma tonalidade comprometedora, que nem a variedade de flores consegue esbater. Há um azul omnipresente, implícito, que apesar de invisível todos sabem que lá está. Pertence à paisagem, enraizou-se nela.

 

A cidade do Porto é musa inspiradora para homens que escrevem poesia em relvados. Há um clube azul que a idolatra. Em 28 de Setembro de 1893 nasceu o Futebol Clube do Porto, o guardião supremo e fiel da cidade Invicta. Esta respira tranquila em cada progresso que faz. Sabe que há uma aura mística que a envolve e fortalece.

 

É natural o fascínio, é natural a redenção. Ela é Invicta cidade, fadada para ser amada como as belas mulheres o são por entre a vulgaridade. Dar o melhor em prol de uma cidade e de um clube é desenvolver em si as raízes do amor próprio. Afinal, o Porto somos nós. É por amor que se abdica de uma necessidade para apelar a uma causa. É assim que se faz das tripas, coração.

 

É assim a gente do Porto. Movida a amor, pela cidade e pelo clube. O Porto ouve-se nas pessoas que o trazem no coração. Pronúncia do norte, mais não é do que prenúncio de ter o coração perto da boca.

 

O Porto sente-se no relvado como nas ruas. A Invicta transporta-se para os atletas, bem colada ao coração, num emblema que traduz a união ímpar entre dois objectos de amor. Não importam as vicissitudes da vida, cidade e clube terão sempre um povo fiel que os amará louca e eternamente. Só quem sente, entende.

15.Dez.17

Quem Espera Por Mim?

Sérgio Ambrósio

Nada para fazer aqui. Apenas olhar o vazio duma outra forma, uma mais original, que é escrevê-lo. Olhar para a rapariga que lê um livro, o qual não vislumbro o título, é o que tenho de mais apetecível para fazer. Ela é bonita, nada de extraordinário, mas a forma como cruza a perna e segura o maço de folhas é, para mim, duma sensualidade contagiante.

 

Queria ser assim um livro para que ela me olhasse daquele jeito, com aquela atenção, que esboçasse aqueles sorrisinhos, sem eu dizer nada. Que me segurasse sem eu pedir. Que me colocasse no seu regaço sem eu ter apetite de mimos.

 

O tempo passa e mais nada. Só divagações de hospital que afinal são tão comuns como noutros lugares. Há gente que chega. Só estou fixo na leitura dela. Quer dizer, na leitura dela e na redacção disto. Levantou os olhos. São ligeiramente verdes. Há um homem que me soslaia o telemóvel e desfolha uma revista, embarrando-me o cotovelo.

 

Há uma mamã com dois filhos. A filha chama-se Ana. Chamou-lhe assim nem há um minuto. Isto de esperar no hospital é uma seca. É quase tão mau como a parvoíce que escrevo. Escrever só é melhor porque me distrai. É uma inocuidade que me anima levemente. O tempo até podia passar mais rápido mas a Doutora não me chama para a consulta.

 

Ela cansou-se de ler. Guardou o livro na mala. Puxou do telemóvel. Somos dois agora a escrever. Ela não sei para quem e eu escrevendo para mim e sobre ela. Que impessoalidade chamar-lhe ela. Se visse o título do livro inspirava-me para lhe atribuir um nome. Assim não arrisco, não me comprometo. Alguém lhe liga. Gosto da voz adocicada dela. Está frio. Já me arrependo de ter tirado o casaco, mas tenho vergonha de voltar a vesti-lo.

 

Não me apetece escrever mais, nem descrever as voltas que um senhor vai dando à minha frente. Mas o ecrã continua sem indicar os números da minha senha. Respiro fundo. Já vazei um dízimo de aborrecimento. Devo ficar bem até ser chamado. Entretanto, vou olhando para ela. Isto de escrever não se compadece com apreciações de mulheres (que frase tão chunga, meu Deus!). É mais um sinal para parar. Ok, fim. Disto. A espera, essa, vai continuar.

13.Dez.17

10 Melhores Prendas de Natal

Sérgio Ambrósio

Vós que andais em busca dos melhores presentes de Natal, parem já. As melhores prendas de Natal não estão à venda em shoppings nem sequer no OLX. Se é Natal, têm de oferecer algo especial. E isso, não é aquela camisola da cadeia de fast fashion mais famosa do mundo, que é feita na China ou na Índia por uma criança de 7 anos. Porque camisolas iguais a essa vão ser mais populares, no mundo todo, que o bacalhau na noite de consoada.

 

1 – Se querem ver um homem feliz, na altura de abrir os presentes, à meia-noite, ofereçam-lhe a Sara Sampaio.

 

2 – Se querem ver uma mulher alegre, a desembrulhar felicidade, ao mesmo tempo em que a Amazónia chora pelo papel gasto nos embrulhos, ofereçam-lhe direitos e oportunidades iguais aos homens.

 

3 – Metam os olhos no Belmiro de Azevedo e ofereçam, aos vossos filhos, uma herança de 1,3 mil milhões de euros.

 

4 – Receber no sapatinho, pendurado na lareira, um Doutoramento em Corrupção, isso é que era! Ainda se chegava a Secretário de Estado ou a Ministro, carago.

 

5 – Toda a gente quer receber um passe para os melhores festivais de música. Eu contentava-me em deitar uma mantinha na relva, aconchegar-me e ver, no Céu, todos os músicos que faleceram, em 2017, a darem um concerto, em conjunto, para o Planeta Terra.

 

6 – Dar novos estádios aos clubes de futebol da 2.ª Divisão para receberem, com dignidade, pompa e circunstância, o futuro despromovido Sport Lisboa e Benfica.

 

7 – Oferecer a Teresa Guilherme, a Cristina Ferreira, a Fátima Lopes e o Goucha a um outro país com televisão de terceiro mundo. Era um gesto bonito de solidariedade e nós, por cá, já estamos fartos de aturá-los.

 

8 – As caixas de comentários dos jornais online estão muito enxovalhadas. Neste Natal, ofereçam um par de estalos aos vossos familiares que só escrevem calinadas e asneiras na internet.

 

9 – Meias e cuecas não podem faltar nesta quadra. Estava a brincar! Não comprem, a sério. Meti só mesmo na tanga, não se ponham com ideias. Ou, neste caso, com idiotices.

 

10 – Portugal ainda sofre do síndrome do país do fado, da tristeza, da saudade. É uma nação carrancuda. Neste Natal, ajude a mudar Portugal, oferecendo um sorriso ao próximo, à pessoa que está ao seu lado na paragem do autocarro, no café, no banco, no supermercado... Não custa nada. E o país pode tornar-se, de repente, tão mais agradável!

 

13.Dez.17

Destaque no SAPO Blogs

Sérgio Ambrósio

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O meu texto sobre o Cristiano Ronaldo esteve hoje nos destaques do SAPO Blogs. Grato à equipa por mais uma menção. Quem não leu, pode dar uma vista de olhos noutras crónicas que estiveram, há tempos, também em destaque: A Moça do Shopping e Felicidade Com Letra Minúscula. É um gosto ter-vos desse lado na leitura. Super agradecido a todos!

12.Dez.17

A Morte Vai Ao Psicólogo

Sérgio Ambrósio

MORTE: Estou muito triste, Doutor. Sacrifico-me a trabalhar e toda a gente me odeia por causa do meu trabalho. Não estou a conseguir lidar com tanto ódio, principalmente porque estou apenas a desenvolver a minha actividade laboral.

 

PSICÓLOGO: Se calhar, você poderia mudar comportamentos na forma como executa o seu trabalho. Por exemplo, podia deixar de matar crianças, evitar execuções em massa, vítimas de atentados terroristas... Assim talvez esses seus haters não a odiassem tanto, não a temessem tanto e nem olhassem para si como uma senhora sádica e maldosa.

 

MORTE: Acha que eu gosto de matar crianças e inocentes?

 

PSICÓLOGO: Se calhar, também podia mudar de visual. Vestir-se de preto, com capuz e andar de foice é um estilo muito medieval, fora de moda, não acha? Podia adoptar uma roupagem mais vanguardista, em voga, popular entre a juventude, por exemplo. Por que não experimenta streetwear? Talvez assim ganhe mais crédito positivo nas ruas.

 

MORTE: Não, Doutor, o meu estilo é mais gótico mesmo, com claras influências punk. Além disso, gosto muito de ouvir Moonspell e assim, e o streetwear está mais ligado ao hip hop. Não curto muito.

 

PSICÓLOGO: Então é por isso que anda a matar alguns dos meus rappers favoritos!

 

MORTE: É geral. Tenho de matar gente desde o hip hop ao rock, ao funk, à pop... É do caraças, Doutor. Mas é apenas o meu trabalho! Gostava de mudar de vida, sabe.

 

PSICÓLOGO: E por que não muda de profissão?

 

MORTE: Assinei contrato vitalício com o meu patrão.

 

PSICÓLOGO: Você tem sindicato?

 

MORTE: Deus me livre, não me meto com essa gente.

 

PSICÓLOGO: Então mas tem alguma distracção nos seus tempos livres?

 

MORTE: Que tempos livres? Não tenho férias desde o tempo dos dinossauros. De lá para cá, foi sempre a dar no duro. Veja bem a minha vida, Doutor.

 

PSICÓLOGO: Ora bem, está sob muito stress, trabalha demais, tem de meter baixa médica, para estar em casa a descansar.

 

MORTE: Nem pensar. Acha que o mundo ia estar, uns tempos, sem gente a morrer? Era o que faltava! É que não há ninguém para me substituir. O Doutor já me enervou. Agora para relaxar, tenho de matar alguém, que é como fazia o Dexter, naquela série de adoro. O Doutor tem mais consultas hoje?

 

PSICÓLOGO: Não, porquê? Está a assustar-me com essa conversa…

 

MORTE: Pois, eu também me assustava um bocadito. Parece que amanhã os seus pacientes vão ter que arranjar um psicólogo novo. É pena, estava a gostar de si. Até à parte em que criticou o meu visual. Há motivos fúteis para se morrer e o Doutor parece que escolheu um. Veja lá se a minha foice também passou de moda.

 

ZÁS!

11.Dez.17

O Melhor de Sempre

Sérgio Ambrósio

Cristiano Ronaldo é o maior português de sempre. Até D. Afonso Henriques, se fosse vivo, concordaria que as façanhas de CR7 são as mais épicas que este país já viu. Conquistar território a mouros não é pêra doce, sublinhe-se. Mas um só indivíduo conquistar o mundo, por cinco vezes, é de deixar qualquer rei rendido e disposto a conceder-lhe a coroa, por mérito.

 

Ronaldo não joga à bola. Hipnotiza-a para ela fazer o que ele bem entender. Parecendo que não, essa é a técnica que todo o futebolista queria dominar, mas que está só ao alcance de alguns predestinados. Imagino Deus a falar com Ronaldo a meio de um sonho: «vou dar-te o talento que dei a Garrincha, Pelé e Maradona, só tens que trabalhar mais do que eles e bater todos os recordes no futebol». Parece que Ronaldo levou a sério essa conversa.

 

Nada se ganha por acaso. As dificuldades, na Madeira, deram-lhe a lição para perceber que o mundo dá uma dor de cabeça e de pernas para conquistar. Mas Ronaldo conquistou Lisboa, açambarcou Manchester, tomou Madrid e pôs o mundo rendido a seus pés. Brasil, Argentina, Espanha, Alemanha, Itália, França, não têm Cristiano Ronaldo e só podem rezar para que o português não os faça passar vergonhas.

 

Nem todos os portugueses gostam de Ronaldo. É um direito que lhes assiste. Mas não se pode ignorar os seus feitos. Eu também não gosto de despertadores mas reconheço a sua importância.  E Ronaldo acordou este país. Fez-nos ver que não importam as origens. O que conta é a capacidade de sacrifício, a ética do trabalho, a ambição e uma paixão sem limites pelo que se faz.

 

Portugal tem o melhor do mundo no futebol. Um português criou um império. É uma inspiração para qualquer patrício: pensem grande que os sonhos são possíveis de se realizar. Ronaldo tem um orgulho enorme em ser português. E, na verdade, esse é o feito mais extraordinário que nos podia acontecer.

07.Dez.17

Parabéns, Cristiano Ronaldo!

Sérgio Ambrósio

E vão cinco Bolas de Ouro para Ronaldo! A única pecha na carreira de CR7 é nunca ter tido a honra de vestir a camisola do Porto. De resto, tem feito uma carreira impressionante! Para o ano, estou confiante que ganha o Marega.

06.Dez.17

Sugestão do Dia

Sérgio Ambrósio

Se hoje não fosse ao Estádio do Dragão, iria certamente à Casa da Música ver este espectáculo do Salvador Martinha. Infelizmente, não tenho o poder da ubiquidade. Mas, ó Salvador, também és um pussy do carago! Como é que marcas um espectáculo, na Invicta, em dia de jogo do FêCêPê? Era os Super Dragões fazerem-te uma esperinha, só para atinares melhor com as datas no calendário... Quem puder que aproveite! E que depois me conte como foi.

05.Dez.17

Carta ao Pai Natal

Sérgio Ambrósio

Não tenho filhos nem sobrinhos, mas às vezes ponho-me a imaginar como é que um miúdo, criado por mim ou sob a minha influência, escreveria uma carta ao Pai Natal. Suponho que seria, mais ou menos, assim:

 

“Boas, Pai Natal.

 

Este ano, portei-me muito bem. Fiz tudo o que a minha mãe e o meu pai me mandaram, inclusivamente dar uma coça ao menino que gozava com o meu clube. Só me portei mal quando bebi aquela deliciosa garrafa de vinho do Porto, reserva de 2011, que os meus pais disseram para eu nem sequer tocar. Mas como o Pai Natal deve entender, o fruto proibido é o mais apetecido.

 

No colégio, tive muito boas notas. Nunca copiei e fiz sempre os trabalhos de casa. A única coisa que sou capaz de ter feito mal foi incendiar a minha farda do colégio. Mas é que eu odeio a cor vermelha. Acho que és capaz de me perdoar isto.

 

Também tenho sido responsável na minha vida amorosa. Trato muito bem as minhas três namoradas, ao contrário dos meus colegas, que têm cinco e seis namoradas. Não sei como eles conseguem, mas eu, se tivesse cinco ou seis namoradas, não conseguia dar tanta atenção a todas.

 

Em resumo, acho que me portei bem, este ano, Pai Natal. Porém, não quero pedir-te aquelas tretas de consolas de jogos, roupa, dinheiro, nem nada dessas futilidades. Quero pedir-te o presente que realmente importa: trata de fazer do FC Porto Campeão Nacional.

 

Acho que não é pedir muito. Portanto, trata lá de cumprir o meu desejo. Se fores fixe para mim e fizeres essa minha vontade, eu mando-te uma garrafinha de Porto, reserva de 2011, e até te empresto uma das minhas namoradas.

 

Se te armares ao pingarelho e fizeres outro clube ser campeão, estás lixado comigo! Incendeio-te esse fato vermelho ridículo contigo dentro dele. E uso tantos sprays de tinta, tochas e very lights, até que a Terra aqueça tanto, que faça derreter a tua estúpida casa na neve. Põe-te fino comigo. Cumps.”

 

Meu Deus Jorge Nuno Pinto da Costa, que orgulho que eu teria neste filho ou sobrinho!

04.Dez.17

10 Piores Prendas de Natal

Sérgio Ambrósio

Vós que andais às compras tende cautela. Há presentes que não lembram ao Diabo e que não interessam nem ao Menino Jesus. E não estou a falar de ouro, incenso ou mirra. Até porque ouro era muito bem-vindo, já que nunca recebi ouro no Natal. Incenso e mirra dispenso bem.

 

1 – Não há nada pior do que vermos uma caixa bem embrulhada com um laçarote e a nossa imaginação a voar no delírio de lá encontrar algo fantástico. O anti-clímax é quando se abre e a caixa está cheia de peúgas. É a mesma coisa que vermos uma mulher bonita e, ao despi-la, constatarmos que é um traveco.

 

2 – Qual é a piada e satisfação de oferecer uma roupa que nunca ninguém vai ver a usar? Porque ninguém sai à rua para mostrar, à população, o lindo pijama que lhe ofereceram. Não compreendo pessoas que oferecem pijamas no Natal, ouviste, mãe?

 

3 – Ninguém gosta de receber produtos que não funcionam. Portanto, não ofereçam o vídeo-árbitro a ninguém neste Natal, pela vossa rica saudinha.

 

4 – O Pai Natal devia apanhar sífilis de cada vez que deixa na nossa árvore de Natal uma caixa, com o nosso nome, cujo interior tem uma boneca insuflável. Vai chamar encalhado a outro, ó velho barbudo e barrigudo!

 

5 – Um televisor só com canais portugueses. Porque é certinho que, no dia de Natal, vai estar a dar, pela enésima vez, o “Sozinho em Casa”. E nos restantes dias do ano pouca coisa de jeito dá. Se querem deitar dinheiro fora, vão a um club de strip. Sempre é mais divertido.

 

6 – De cada vez que oferecem um livro do Gustavo Santos há uma foca bebé que falece no Ártico. Não façam isso.

 

7 – Não ofereçam CD’s do Tony Carreira. Sejam mais originais e ofereçam, ao menos, CD’s dos artistas que ele plagia.

 

8 – Já chega de incentivar a desflorestação do país. Não ofereçam isqueiros. A única serventia razoável para um isqueiro actualmente é queimar cachecóis do Benfica, a fim do ambiente aquecer. É que estão -3 graus, não é?

 

9 – Não ofereçam luvas a ninguém, a não ser que sejam luvas para cima de 20000 euros, iguais àquelas que os políticos recebem. Aí sim, é uma bela prenda de Natal, sim senhor.

 

10 – Nesta época do ano, anda toda a gente enjoada de amor. Não ofereçam isso. Ninguém quer ter a surpresa desagradável de receber uma caixa cheia de amor, depois sentir-se enjoado, ao abrir, e vomitar o bacalhau, que foi tão caro, e as rabanadas, que deram tanto trabalho a fazer. Sejam sensatos e inteligentes, amigos.