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Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

08.Mar.18

A Mulher é do Tamanho do Seu Sonho

Sérgio Ambrósio

As mulheres sabem que os homens são burros. Por isso, é que me admira que elas ainda não tenham tomado conta do mundo. As mulheres têm inteligência felina e devem estar a tramar alguma para deitarem mão no destino do planeta. Graças a Deus. Para ontem já era tarde.

 

Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Do que falta fazer de bem na sociedade, na política, no trabalho, há a expectativa de que seja a mulher a estar na dianteira para essa evolução. Todos queremos que o mundo avance, desde que não seja ao som da Maria Leal, da Ana Malhoa ou da Quina Barreiros.

 

O que mais admiro numa mulher não é a capacidade de amar-me, é a capacidade de aturar-me. É emocionante. Enternecedor. A minha vida tem sido uma dor de cabeça por causa das mulheres, têm-me destruído a inteligência emocional, mas, ainda assim, a mulher é a melhor das drogas porque não precisa ser snifada.

 

O que menos admiro numa mulher é a capacidade de nos deixarem loucos por elas, a capacidade de nos desorientarem, de nos dominarem completamente, quando pensamos que somos nós, homens, a fazer isso. Aqui já é fazerem pouco dos machos.

 

Sou da opinião de que as mulheres não deveriam querer os mesmos direitos do que os homens. Porque os homens têm direitos estúpidos como por exemplo: estarem alapados no sofá enquanto a mulher cozinha, estarem alapados no sofá enquanto a mulher engoma a roupa, estarem alapados no sofá enquanto a mulher lava a loiça. As mulheres deveriam exigir direitos mais especiais. Tipo, homens que lhes façam o serviço doméstico. Tão simples, não é?

 

As mulheres não são todas iguais. Por isso, é que se dão tão mal umas com as outras. O pior inimigo da mulher não é o homem, é outra mulher. De facto, deve ser mais fácil para elas verem um homem no controlo do que verem outra mulher com mais poder do que elas.

 

As mulheres são uma faca de dois gumes: tentar compreendê-las dá vontade do suicídio, não tê-las dá vontade do suicídio.

 

Sou apologista do Dia do Fim do Dia Internacional das Mulheres. Quando chegar esse dia, eu como homem que sou, só espero ser convidado pelas mulheres para poder entrar nesse festejo. E que a futura Presidenta da República, Cristina Ferreira, faça de mim Primeiro-Damo. Pronto, não pedia mais nada.

 

Mulheres, vamos lá, façam um favor à humanidade: entendam-se umas com as outras e tomem conta disto! De vez. Obrigado.

05.Mar.18

Sair da Zona de Conforto

Sérgio Ambrósio

Dizem-me que tenho muitas ideias. Sou um idiota. Francamente, estou convencido. Eu só fiz este texto para me servir de lembrete, porque como bom idiota que sou, esqueço-me que tenho de sair da zona de conforto.

 

Entrego-me de alma e coração para gente que, por vezes, nem tem alma nem tem coração. Sou bom conselheiro para os outros. Sou um idiota a tratar das dores do meu próprio peito.

 

Depois fico de ressaca. Quero sentir-me melhor e não consigo. Porque tenho muitas ideias óptimas para serventia de outros e idiotices múltiplas para usufruto próprio na arte de meter os pés pelas mãos, bem no âmago da trapalhada emocional do que sou.

 

Sou idiota convicto mas não me conformo. A esperança é a última a bater as botas. E eu quero ver se lhe dou as mãos quando for para nos lançarmos no precipício do desconforto.

 

É lá na zona. É lá na zona de conforto que tudo morre aos poucos. Que o coração deixa de palpitar, que as borboletas emigram para outro estômago, que o tédio se coroa rei na nossa cabeça.

 

A ruptura assusta como o caraças. Mas é ela que pode ferver o sangue para nos tornarmos mais felizes. E a vida não dura sempre, quando menos esperamos ela dá-nos um chuto na bunda. Por isso, é urgente ser-se idiota em benefício próprio, sob pena de se viver na monotonia desesperante.

 

Somos humanos, todos pensamos. Porém, às vezes, pensar só nos faz perder tempo. E viver é agir. A acção dita o poder. Posso espatifar-me por ter seguido o meu instinto, mas mais vale arrepender-me pelo que fiz do que por aquilo que nunca ousei experimentar.

 

A vida cansa. Recomenda caldos de galinha na hora de escolhermos onde gastar a energia emocional e social. Muitas vezes não podemos esperar que os outros mudem. Temos de mudar nós. Para nos desafiarmos nesta luta contínua que é a vida. Ser vítima não é opção num lugar onde a liberdade pulula desde 1974.

 

A vontade tem de ser maior do que o medo, só assim caem por terra os muros de arame farpado que simbolizam a zona de conforto. Viver é confrontar. Eu quero viver na zona de confronto. Por aí é que serei vizinho da felicidade. Cada desafio deve ser enfrentado para que a culpa não venha bater-nos à porta.

 

O mundo assusta quando perdemos a vontade de criar a liberdade para nós mesmos. Não tenho a certeza se estarei à altura, só sei que não posso ter medo de voar. Porque dentro da gaiola é certo que a vida não acontece. Porque viver é voar nas asas da liberdade.