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Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

11.Out.18

Saúde Mental

Sérgio Ambrósio

Portugal é um excelente país para perderes a saúde mental. Principalmente quando acordas, dizes bom dia e lês no jornal que o André Ventura quer criar um partido novo. A vida não se cansa de nos presentear com disparates.

 

Portanto, a solução é rir. Verdade. O mundo é um canalha e testa-te e procura sugar-te o que tens de melhor. Se lhe mostrares que és um doido varrido que não tens medo dele, que te vais rir de todos os absurdos, vais viver com mais tranquilidade e estabilidade emocional.

 

Que pena que haja apps para tudo e mais alguma coisa e ainda não inventaram uma app para apagarmos as nossas memórias ruins, carago. Dava jeito. Mas a tecnologia nunca fará de nós pessoas perfeitas. E é nessas memórias angustiantes e, por vezes, ridículas que temos de nós mesmos que nos sentiremos humanos, se as desmontarmos pelo humor, ironia e riso.

 

Aviso-te que não terás uma boa saúde mental enquanto achares que a tristeza é a tua única companhia. Por isso é que eu recorro sempre a brasileiras cheias de folia, samba e gargalhada fácil. Tenham sempre uma à mão.

 

Fumar, álcool e drogas não dão prazer à tua mente, nem são um escape para os problemas da vida. Essa trilogia apenas transforma o teu cérebro num tubo de escape de um Ford Escort de 1984. Leva uma vida saudável. A alimentação é essencial, bem como o exercício físico. Mente sã em corpo são. Por não fazer nada disto é que o Pedro Guerra bate tão mal da mioleira.

 

Não leves a mal se te diagnosticarem uma doença mental. Vê o lado positivo: tens cérebro. Agora só falta curá-lo. E pelo que vemos no mundo há muita gente sem cérebro sequer.

 

“Ah e tal, não sabes do que estás a falar e estás a gozar com o pessoal que sofre”. Sei sim e sei também que rir é o melhor remédio. Palavra. Porque rir é uma preciosidade, é uma resistência, é uma rebeldia contra os fantasmas e demónios da vida. E todos precisamos é das endorfinas e não dos unicórnios dos livros de auto-ajuda.

 

Por isso, não tenham medo nem vergonha de procurar ajuda médica. Contem os filmes que vos passam pela cabeça ao vosso psicólogo ou psiquiatra. Na melhor das hipóteses, esses profissionais de saúde ajudam-vos a ter melhor qualidade de vida. Em qualquer circunstância, irão dar-vos um Óscar. Não pelo filme que contem. Mas pela vossa coragem!