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Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

05.Dez.17

Carta ao Pai Natal

Sérgio Ambrósio
Não tenho filhos nem sobrinhos, mas às vezes ponho-me a imaginar como é que um miúdo, criado por mim ou sob a minha influência, escreveria uma carta ao Pai Natal. Suponho que seria, mais ou menos, assim:   “Boas, Pai Natal.   Este ano, portei-me muito bem. Fiz tudo o que a minha mãe e o meu pai me mandaram, inclusivamente dar uma coça ao menino que gozava com o meu clube. Só me portei mal quando bebi aquela deliciosa garrafa de vinho do Porto, reserva de 2011, que os meus (...)
03.Dez.17

O Verdadeiro Clube da Fruta

Sérgio Ambrósio
A fruta faz muito bem à saúde. É extremamente recomendável que sejam comidas várias peças de fruta durante o dia para se ter uma boa dieta alimentar. Ora, os apelos médicos e o senso comum da fruta ser uma boa fonte de nutrientes, vitaminas e fibras, não convencem os benfiquistas a assumirem que têm uma relação próxima com ela.   Há uma contemporânea tendência de os benfiquistas recusarem fruta como quem rejeita uma bela russa, de olhos claros e cabelos de cor de areia (...)
15.Nov.17

Maria do Carmo

Sérgio Ambrósio
A minha avó paterna acha sempre que eu estive raptado algures e que, por isso, não como há uma semana: "ó Sérgio come, não comeste nada, carago". Isto quando já abocanhei 3 sandes, 2 fatias de bolo e meia tablete de chocolate Milka.   Não sei de onde surge esta fixação das avós com o apetite dos netos. Mas é de uma generosidade e carinho assinaláveis que nos queiram ver bem alimentados. Felizmente, ando no ginásio senão, por esta altura, estava em vias de me candidatar a (...)
08.Nov.17

Ai Quem Me Dera

Sérgio Ambrósio
Era fixe que a estupidez tivesse limites, não era? Mas não tem. Afinal, estamos em Portugal. Não se pode exigir mais. Dizem que somos uma democracia, mas é só às vezes. Dizem que não há censura e que todo o cidadão tem direito à liberdade de expressão. Ora, então por que não deixam cantar o Macaco?   O Macaco não estar num jogo do Porto, num estádio ou pavilhão, é a mesma coisa que o Benfica jogar e os No Name não andarem a fazer asneiras. O Macaco já faz parte do (...)
25.Out.17

Identidade

Sérgio Ambrósio
O meu amor pelo Porto começou quando decidi parar com as dores da minha mãe, no parto, e vim ver afinal o que era o mundo.   Eu tive uma infância normal. A primeira palavra que eu disse foi «Porto». A primeira frase que eu verbalizei com total sentido foi: até os comemos, carago.   Ao nascer, o meu coração era tão grande que os cardiologistas fizeram-me logo o diagnóstico: sofro de portismo.   Desse modo, o futebol é a minha doença. Ganhar é o meu remédio. A primeira (...)
24.Out.17

Melhor Que o Pelé

Sérgio Ambrósio
Factualmente, Cristiano Ronaldo é o melhor do mundo e o melhor futebolista português de todos os tempos. Mas o meu coração não vive de factos. Vive de emoções e sentimentos. E para o meu coração o melhor jogador da História do futebol foi… Deco.   Ele era o número dez, fintava com os dois pés e era melhor do que o Pelé. Não se escandalizem. Até porque o Pelé era uma lástima a fazer entradas de carrinho e o Deco fazia-as com a classe de quem faz das entradas de (...)
21.Out.17

Dragão: Teatro de Fogo

Sérgio Ambrósio
Em caso de incêndio nas bancadas, a nossa paixão assume a responsabilidade. Porque o Porto é o lume que nos aquece o coração.   Só somos felizes a descer a Alameda, com o coração a bater mais forte ao vermos o nosso amor. Lá ao fundo, na ânsia do abraço que acalma, no stress da ausência que inquieta.   Os nossos olhos renovam-se ao contemplar o estádio. Como se tudo de mau que foi visto ficasse do lado de lá das pálpebras e proporcionasse a liberdade à beleza.   No (...)
18.Out.17

Só Há Derrota Se Esvair-se o Amor

Sérgio Ambrósio
A maior tristeza não é perder. A maior tristeza mesmo é ver deuses vestidos de azul e branco revelarem a sua costela de humanos.   Quando o Porto perde, a matemática do sangue congela. É como se o nosso amor fosse mordido por uma cobra venenosa e que só o beijo no emblema repelisse o líquido maléfico e devolvesse a normalidade ao corpo.   Quando o Porto perde, há um olá que é sepultado. A vida entra em incoerência. O futebol contradiz-se. A vida é uma natureza morta. (...)