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Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

30.Out.18

A Moda do Pisca Pisca

Sérgio Ambrósio

Bons tempos, esses, em que a Ruth Marlene cantarolava o seu êxito musical e em que os condutores tinham conhecimento de um determinado dispositivo nos seus carros: os piscas. Saudades!

 

Pouca coisa me irrita tão solenemente do que malta que conduz a sua viatura e não sinaliza para onde vai. Condutores de bom senso, como eu, não pedem nada assim tão transcendente – é mexer um dedinho e puf, já sabemos se aquela alminha vai para a direita ou para a esquerda porque a devida luzinha está ali a piscar! Ena, milagre!

 

Eu estive a pensar nos motivos pelos quais as pessoas não dão o pisca. As conclusões são assustadoras.

 

As pessoas estão a marimbar-se para os outros e para as regras: os piscas são para parvos.

 

Medo de partir um dedo. No caso das senhoras é mais grave: medo de partir aquelas unhas de gel enormes que custaram um dinheirão.

 

Os condutores são obcecados por política e se são de direita jamais piscam para a esquerda e vice-versa. Logo, não há piscas-piscas para ninguém.

 

Os automobilistas não dão pisca porque compraram a carta em Espanha e julgam que só lá é que é obrigatório usar essa tanga.

 

As pessoas não usam piscas porque têm medo que a EDP lhes acrescente o gasto de energia dos piscas na factura de electricidade.

 

Por uma questão de segurança, as pessoas não dão piscas porque são ciosas da sua privacidade e, como tal, ninguém tem nada que saber para onde vão.

 

Os portugueses não dão piscas porque são maus condutores, preguiçosos e pouco cívicos. Mentira, estava a brincar! Mas alguém acredita nisto? Algum dia isto é verdade? Brincadeira, a sério.

 

Os condutores não usam piscas porque têm uma mão no volante e outra nos genitais. Perdão, no telemóvel. Assim é que é.

 

Vamos lá trazer de volta para a ribalta a Ruth Marlene a ver se isto bomba de novo nas rádios e nos faz lembrar que devemos usar os piscas. Vale? Vale nada! Piscas é para parvos! E a música da Ruth Marlene é uma poia.

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