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Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

05.Dez.17

Carta ao Pai Natal

Sérgio Ambrósio

Não tenho filhos nem sobrinhos, mas às vezes ponho-me a imaginar como é que um miúdo, criado por mim ou sob a minha influência, escreveria uma carta ao Pai Natal. Suponho que seria, mais ou menos, assim:

 

“Boas, Pai Natal.

 

Este ano, portei-me muito bem. Fiz tudo o que a minha mãe e o meu pai me mandaram, inclusivamente dar uma coça ao menino que gozava com o meu clube. Só me portei mal quando bebi aquela deliciosa garrafa de vinho do Porto, reserva de 2011, que os meus pais disseram para eu nem sequer tocar. Mas como o Pai Natal deve entender, o fruto proibido é o mais apetecido.

 

No colégio, tive muito boas notas. Nunca copiei e fiz sempre os trabalhos de casa. A única coisa que sou capaz de ter feito mal foi incendiar a minha farda do colégio. Mas é que eu odeio a cor vermelha. Acho que és capaz de me perdoar isto.

 

Também tenho sido responsável na minha vida amorosa. Trato muito bem as minhas três namoradas, ao contrário dos meus colegas, que têm cinco e seis namoradas. Não sei como eles conseguem, mas eu, se tivesse cinco ou seis namoradas, não conseguia dar tanta atenção a todas.

 

Em resumo, acho que me portei bem, este ano, Pai Natal. Porém, não quero pedir-te aquelas tretas de consolas de jogos, roupa, dinheiro, nem nada dessas futilidades. Quero pedir-te o presente que realmente importa: trata de fazer do FC Porto Campeão Nacional.

 

Acho que não é pedir muito. Portanto, trata lá de cumprir o meu desejo. Se fores fixe para mim e fizeres essa minha vontade, eu mando-te uma garrafinha de Porto, reserva de 2011, e até te empresto uma das minhas namoradas.

 

Se te armares ao pingarelho e fizeres outro clube ser campeão, estás lixado comigo! Incendeio-te esse fato vermelho ridículo contigo dentro dele. E uso tantos sprays de tinta, tochas e very lights, até que a Terra aqueça tanto, que faça derreter a tua estúpida casa na neve. Põe-te fino comigo. Cumps.”

 

Meu Deus Jorge Nuno Pinto da Costa, que orgulho que eu teria neste filho ou sobrinho!

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