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Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

08.Nov.18

Comentários na Internet

Sérgio Ambrósio

Andei aqui a pensar e gostava de ser moderador de comentários na internet. Nada parece mais divertido do que responder com humor a anónimos aziados que se vêm armar em lápis azuis. As crónicas de humor já eram, agora quero ser fiscal da zombaria nas caixas de comentários da internet. Contratem-me, quero trabalhar nessa área.

 

Há mais incêndios nas caixas de comentários da internet do que no Pinhal de Leiria. Mas na sociedade civil temos bombeiros. Na sociedade virtual só temos incendiários. O primeiro impulso é responder-lhes com um isqueiro numa mão e uma garrafa de gasolina na outra. Porém, o humor é como uma água que corta o efeito de combustão das palavras-labaredas.

 

Como se combate o ódio e a maldade nas caixas de comentários da internet? Com amor e humor. É uma profissão de risco? É sim senhor. Há caixas de comentários na net que têm elementos mais perigosos do que gangsters da Mara Salvatrucha. Mas fica-se a conhecer mais sobre a humanidade do que tirando um curso universitário de Antropologia.

 

A impunidade é o principal motivo para qualquer anónimo se achar no direito de insultar como bem lhe apetecer. Acho óptima a liberdade, por um lado. Por outro, acho incrível que o idiota seja tão idiota que não percebe que comentando está a ser mais idiota do que se fosse um idiota que estivesse caladinho a curtir a sua idiotice apenas em pensamento.

 

A internet é uma extensão da sociedade. Se há pessoas que brigam no trânsito é óbvio que tem de haver indivíduos que vão cascar nas caixas de comentários. A internet é como o nosso planeta: tem sítios lindos e maravilhosos, mas tem de haver esgotos e fossas para onde correr a porcaria. Azares dos azares: vai tudo parar às caixas de comentários da web.

 

Se me contratarem, na minha função de moderador e comentarista, vou pegar nesse lixo de palavras de ódio e vou reciclá-las – como o Bordalo II – em peças de humor. Seria este o meu contributo para uma internet mais higiénica.

 

Se souberem de alguém que esteja a contratar, digam-lhes que eu sou menino para meter as mãos na chafurdice. Não me chamem o homem do lixo. Chamem-me humanista.

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