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Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

Tudo passa carago.

E melhor passa se tiver graça.

29.Dez.17

O Tempo Nunca Está Em Saldos

Sérgio Ambrósio
O shopping é o facebook da vida real. Hoje fiz “iniciar sessão” no shopping. Tinha 87 notificações com convites para gostar de lojas de telemóveis, perfumes, roupa, sapatilhas, entre outras.   3 pedidos de amizade: um da Tânia da Worten, outro do Filipe da padaria do Continente e um da Margarida da Springfield que gamou os meus dados quando preenchi o formulário para o cartão de adesão. Mas cheira-me que não queriam a minha amizade, apenas o meu dinheiro.   Tinha 3 (...)
28.Dez.17

O Meu Presidente

Sérgio Ambrósio
Pinto da Costa faz hoje 80 anos. Sozinho tem mais títulos internacionais que todos os clubes portugueses juntos. É muita fruta!   Sempre foi um homem polémico. Principalmente por ganhar mais títulos do que os clubes rivais de Lisboa. Não há invejoso que resista a odiá-lo.   É o presidente com mais títulos no mundo e, de longe, o dirigente com melhor sentido de humor em Portugal. Se não fosse o melhor presidente de clubes do mundo seria um excelente stand up comedian.   P (...)
27.Dez.17

Bolo-rei

Sérgio Ambrósio
Sabes que a monarquia está pelas ruas da amargura quando os bolos-reis são postos no caixote do lixo. Já não se respeita quem tem fome, não se respeita a culinária, nem a monarquia. A não ser que a Padaria Portuguesa quisesse dar um presente de Natal aos ratos da cidade de Lisboa.   Andou a malta a gastar rios de dinheiro numa regueifa monárquica de frutos secos e cristalizados quando afinal bastava ter esperado pelo fecho do comércio para tê-las de borla. Há milagres de (...)
26.Dez.17

Matar Saudades

Sérgio Ambrósio
Sabe tão bem quando pegamos numa metralhadora e fuzilamos as saudades, não sabe? Porém, isto soa muito mal. Faz-nos parecer o Pablo Escobar que lidera um cartel de emoções e executa inimigos que são apelidados de saudades.   Eu não me deveria sentir um assassino que tem prazer em pegar numa catrefada de saudades, executá-las e metê-las numa vala comum. Mas que prazer é este em matar saudades?   Nunca pensei que um abraço, um beijo, fossem armas tão poderosas. Mas parece (...)
20.Dez.17

Fim

Sérgio Ambrósio
A tua boca irresponsável. Desarrumaste-me o coração. Abriste-me a gaveta de todas as tristezas. As minhas palavras perdidas nos flancos da solidão. A água a dançar nos meus olhos.   O brilho do cruel triunfo da tua vontade. O vapor do cruel adiamento do teu sexo e das tuas coxas, apesar de eu saber que palmilhei a paisagem íntima do teu corpo só por te amar.   Na estiola dos meus arrepios, fica a cicatriz do teu cheiro devorando-me. As hastes da nossa luz quebraram. Acabamos (...)
19.Dez.17

Tu Não Tens Nome

Sérgio Ambrósio
Acode-me a trepidação da imaginação para me equilibrar. É através da imaginação que eu salvo o mundo. Todo o mal da vida contrai-se de susto pelo músculo do sonho.   A sensualidade de vaguear no impossível. Cada sonho deixa uma espuma na alma. Tornar real o sonho da noite passada é a contínua sina da minha vida.   Mas amo mais o cheiro da tinta da caneta que as letras que desenho. Amo mais o brilho da folha que as palavras que a preenchem. A minha escrita é nada. O (...)
15.Dez.17

Quem Espera Por Mim?

Sérgio Ambrósio
Nada para fazer aqui. Apenas olhar o vazio duma outra forma, uma mais original, que é escrevê-lo. Olhar para a rapariga que lê um livro, o qual não vislumbro o título, é o que tenho de mais apetecível para fazer. Ela é bonita, nada de extraordinário, mas a forma como cruza a perna e segura o maço de folhas é, para mim, duma sensualidade contagiante.   Queria ser assim um livro para que ela me olhasse daquele jeito, com aquela atenção, que esboçasse aqueles sorrisinhos, sem (...)